sábado, 19 de maio de 2007

QUE BARATINHO!

Cai o avião da Gol e descobrimos que nossa estrutura de controle do tráfego aéreo é inadequada, ultrapassada e que não é digna de confiança. A explicação? Cortaram os investimentos necessários para a modernização do setor. Março chega, e com ele as chuvas, as enchentes e as imagens de casas inundadas, gente desabrigada e autoridades atarantadas. Todo ano é a mesma coisa. A explicação? Cortaram os investimentos necessários. O trânsito na nossa cidade está caótico. Mais caótico. Horas e horas perdidas em locomoção transformam a nossa vida num inferno. A explicação? Não fizeram os investimentos necessários. As estradas brasileiras estão um horror. Buraco dentro de buraco e a operação tapa buraco é um buraco. Explicação: não fizeram os investimentos... E a cratera do Metrô? Especula-se que, por redução de custos, alguns materiais ou procedimentos aproximaram-se perigosamente do limite de segurança. E também já disseram que não havia fiscalização do governo, pois isso implicaria em aumento nos custos da obra. Deu no que deu. Um amigo tem uma consultoria e participou de uma concorrência numa grande multinacional. Ganhou mas não levou. O pessoal de compras da multinacional, ao contrário dos engenheiros, optou por um dos concorrentes. Mais baratinho. Uma amiga é a coordenadora de eventos de uma multinacional. No último eventoquase enlouqueceu. Não contrataram seus fornecedores de confiança. Odepartamento de compras da multinacional escolheu outros, mais baratinhos. Resultado: as recepcionistas eram fracas e a distribuição de materiais foi uma confusão. E minha amiga ainda teve de pegar vassoura e rodo para limpar os banheiros, pois a empresa de limpeza contratada – bem baratinha - fez serviço de porco...Em todos esses casos posso até ver um executivo, todo orgulhoso, mostrando na reunião de resultados, as planilhas com as economias decorrentes da redução nos gastos com produtos e serviços, da troca de fornecedores e assim vai. Tudo pela redução de custos. A planilha é linda, toda azul. Mas só contabiliza o que dá para contar: os números. Na tabela não aparece nenhuma conseqüência do enxugamento de custos e de investimentos, a não ser o volume da redução. Passageiros largados no aeroporto, mais de 100 mortos no acidente, horas perdidas no trânsito, gente soterrada, treinamentos mal-executados, péssima qualidade de produtos e de atendimento, clientes insatisfeitos ou em risco, nada disso aparece na planilha. Só aparece a redução de custos.As conseqüências infelizmente escapam à capacidade de entendimento dosexecutivos e empresários à frente dessas decisões. Vejam o caso da TAM, que era um paradigma de eficiência, crescimento e qualidade. De uma hora para outra se transformou no modelo do atraso, da desorganização e da falta de comunicação com os clientes. Que planilha terá mostrado esse risco naquela reunião de resultados em que foram aprovadas as reduções de custos? Nenhuma. E, se bobear, o cara queaprovou as reduções nem está mais no cargo para ser responsabilizado. Foi promovido por bons serviços prestados. Ou contratado por outra empresa para implantar seu modelo de “êxito” administrativo. E quem paga o pato é o atendente no balcão de embarque, o motorista do caminhão, o peão da obra ou o subalterno que obedecia a ordens.É impossível reduzir custos e investimentos indefinidamente sem pagar um preço. A questão é que esse “pagar” implica em conseqüências às quais as cabecinhas não dão importância... Se bobear, nem entendem. Quanto vale uma vida? Para as cabecinhas, vale a indenização à vítima. E uma reputação? Para as cabecinhas, nada. Não dá para contabilizar... É necessário cortar custos? Claro que sim.Você já deve ter ouvido que custo é como unha: se deixar, não pára de crescer. Tem que cortar sempre. Mas quando cortamos custos a qualquer custo, sem inteligência para distinguir entre a gordura e os músculos necessários para garantir o futuro, cavamos a nossa cova. Tomara que o enterro seja baratinho.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Eu sei que esta é uma fábula bem tosca, porém acredito que a moral da história aqui é tudo, reflita sobre o assunto:
Era uma vez um pequeno pardal que vinha voando em meio a uma grande nevasca, com isso suas pequenas e frágeis asinhas congelaram-se e ele caiu em meio a um pasto, lá ele se pôs a lamentar.
- Que vida essa minha, tentando fugir dessa nevasca, selei meu destino, eis que morrerei congelado.
Porem uma vaca que por ali passava, sem perceber a pobre ave, defeca em cima dela.
- Realmente hoje não é meu dia, agora além de congelado, estou literalmente afundado na merda.
Mas o esterco estava quente, e isso lhe aqueceu as asas, revigoraram suas forças e permitiu-lhe se recompor. Então ele sai daquele monte de estrume tenta voar e não consegue, pois ainda estava bem sujo, e pesado, pois estava cheio de esterco por todo corpo, de repente um gato se aproxima e começa a lamber-lhe, ele se anima e pensa que assim que o gatinho terminar ele poderá alçar vôo, porém ao termino de uma só abocanhada o gato devora o pardal.


MORAL:
Nem sempre aquele que caga na sua cabeça quer o seu mal, assim também, nem sempre aquele que esta lhe lambendo quer seu bem, procure conhecer melhor as pessoas que te cercam.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

recolví colocar um texto de um cara que eu sou muito fã, espero que sirva para todos os que por aqui passarem.
Texto de Antonio Ermírio de Moraes."Se você ainda não sabe, qual é sua verdadeira vocação, imagine a seguinte cena:Você está olhando pela janela, não há nada de especial no céu, somente algumas nuvens aqui e ali.Aí chega alguém que também não tem nada para fazer e pergunta:- Será que vai chover hoje?Se você responder "com certeza"... a sua área é Vendas:O pessoal de Vendas é o único que sempre tem certeza de tudo.Se a resposta for "sei lá, estou pensando em outra coisa"... então a sua aérea é Marketing:O pessoal de Marketing está sempre pensando no que os outros não estão pensando.Se você responder "sim, há uma boa probabilidade"... você é da área de Engenharia:O pessoal da Engenharia está sempre disposto a Transformar o universo em números.Se a resposta for "depende"... você nasceu para Recursos Humanos:Uma área em que qualquer fato sempre estará na dependência de outros fatos.Se você responder "ah, a meteorologia diz que não"... você é da área de Contabilidade:O pessoal da Contabilidade sempre confia mais nos dados no que nos próprios olhos.Se a resposta for "sei lá, mas por via das dúvidas eu trouxe um guarda-chuvas":Então seu lugar é na área Financeira que deve estar sempre bem preparada para qualquer virada de tempo.Agora, se você responder "não sei"...há uma boa chance que você tenha uma carreira de sucesso e acabe chegando a diretoria da empresa.De cada 100 pessoas, só uma tem a coragem de responder "não sei" quando não sabe.Os outros 99 sempre acham que precisam ter uma resposta pronta, seja ela qual for, para qualquer situação."Não sei" é sempre uma resposta que economiza o tempo de todo mundo, e pré-dispõe os envolvidos a conseguir dados mais concretos antes de tomar uma decisão.Parece simples, mas responder "não sei" é uma das coisas mais difíceis de se aprender na vida corporativa. Por quê? Eu sinceramente "não sei".(Antonio Ermírio de Moraes - Revista Exame)